Se tem uma coisa que eu bato muito na tecla com os meus clientes é: não comece um processo de imigração sem saber exatamente para onde você está indo.
E eu falo isso não só como advogada, mas também como alguém que já imigrou sem planejamento e sabe exatamente o preço que isso pode custar.
Quando eu decidi morar na Europa, fiz praticamente tudo que hoje eu recomendo que meus clientes não façam. Deixei para depois uma nacionalidade que eu já sabia que tinha direito, não me preparei financeiramente como deveria, não tinha um plano muito bem estruturado e acabei tendo que tomar decisões correndo contra o tempo.
No final, deu certo. Mas poderia ter sido muito mais tranquilo.
E é justamente por isso que, quando um cliente chega até mim dizendo que quer morar em Portugal, eu não quero simplesmente saber qual visto ele pode pedir.
Busco entender a vida daquela pessoa e como podemos planejar a melhor forma disso acontecer. E é aqui que entra o planejamento migratório.
Para mim, planejamento não é simplesmente montar uma lista de documentos e dizer: “agora é só fazer isso, isso e isso”. Precisamos olhar para o cenário completo antes de tomar uma decisão.
Às vezes, a pessoa chega achando que precisa de um D7 e, quando analisamos melhor, percebemos que a realidade dela aponta para outro caminho.
E eu acho importante falar isso porque planejamento migratório também significa ter alguém que seja honesto o suficiente para dizer quando determinada estratégia não faz sentido.
Eu prefiro muito mais alinhar expectativas antes de começar um processo do que ter que explicar um problema depois que ele já aconteceu.
Você pode até mudar de ideia no caminho, pode mudar de cidade, pode mudar de país ou descobrir que Portugal não é para você.
Mas, antes de dar o primeiro passo, você precisa saber quais são as possibilidades, os riscos, os prazos e o que precisa ser feito para chegar lá de uma forma muito mais preparada.
Tabatha Walazak – Advogada especializada em Nacionalidade e imigração.
Tabatha Walazak é advogada especializada em mobilidade global e nacionalidade portuguesa. Com forte atuação presencial e estratégica nas Conservatórias e órgãos de imigração (Consulados e AIMA) em Portugal, Tabatha destrava a burocracia europeia para brasileiros. O seu foco é garantir processos de cidadania mais céleres e bem acompanhados e oferecer assessoria jurídica completa, de ponta a ponta, para vistos de residência para detentores de rendimentos próprios, nômades digitais e empresários, (D7, D8 e D2).