Antes de começar, tem uma coisa que eu sempre gosto de deixar clara: apesar de muita gente conhecer o D7 como o “visto dos aposentados”, ele não é exclusivo para aposentados.
O D7 é voltado para pessoas que possuem rendimentos próprios, e isso pode incluir, por exemplo: aposentadoria ou pensão; rendimentos de imóveis; determinados rendimentos de investimentos e outras fontes regulares de renda.
Mas calma: não é simplesmente apresentar um determinado valor e pronto.
Precisamos analisar de onde vem esse rendimento, se ele é regular, quais documentos você possui para comprovar essa renda e como isso se encaixa na sua realidade.
Existe um valor de referência para essa comprovação, que considera o requerente e os familiares que irão com ele. Então, se você pretende imigrar com a família, esse planejamento precisa considerar todos os membros da família.
Além da parte financeira, o processo também envolve outros documentos e requisitos, como seguro de saúde, antecedentes criminais, comprovação de alojamento, comprovação de meios de subsistência e toda a documentação necessária para o pedido.
E falando em família, o D7 também pode permitir o reagrupamento familiar, o que é um ponto importante para quem não pretende fazer essa mudança sozinho.
Mas isso significa que o planejamento precisa ser feito desde o início pensando também na família. Quem vai? Quando vai? Como será feita essa etapa? Quais documentos serão necessários?
Não adianta pensar primeiro no seu processo e deixar o restante para depois.
E depois que o D7 é aprovado, Tabatha?
Depois da aprovação ainda existem outras etapas e, principalmente, algumas questões que precisam ser analisadas com cuidado.
E aqui eu faço uma ressalva que gera bastante dúvida: visto e residência fiscal são assuntos diferentes.
Por isso, quando um cliente chega até mim querendo fazer o D7, eu não não entrego uma lista de documentos.
Quero entender a realidade dele, analisar os rendimentos, a família, os planos e antecipar o que precisa ser feito em cada etapa.
Porque o D7 pode ser o caminho certo para uma pessoa e não ser para outra.
Se você pensa em morar em Portugal, mas ainda não sabe se o D7 realmente faz sentido para a sua realidade, faça uma consultoria jurídica, entenda as possibilidades e monte seu planejamento migratório antes de começar.
Tabatha Walazak – Advogada especializada em Nacionalidade e imigração.
Tabatha Walazak é advogada especializada em mobilidade global e nacionalidade portuguesa. Com forte atuação presencial e estratégica nas Conservatórias e órgãos de imigração (Consulados e AIMA) em Portugal, Tabatha destrava a burocracia europeia para brasileiros. O seu foco é garantir processos de cidadania mais céleres e bem acompanhados e oferecer assessoria jurídica completa, de ponta a ponta, para vistos de residência para detentores de rendimentos próprios, nômades digitais e empresários, (D7, D8 e D2).