TW Consultoria Jurídica

Postagem

10 Agosto 2026

3 choques culturais que eu tive empreendendo em Portugal e que muitos brasileiros costumam ter também

Já faz mais de 6 anos que eu moro na Europa, especificamente em Portugal e tem algumas coisas que me pegaram um pouco de surpresa. Foi o famoso “choque cultural”.

E conversando com colegas de profissão, pessoas aqui do meu convívio, eu percebi que muitos empreendedores e empresários brasileiros passam pela mesma coisa.

As 3 principais, que eu acredito que mais senti, foram:

  1. A velocidade dos negócios é diferente.

Nós, brasileiros, principalmente quem vem de cidade grande como eu, que vim de São Paulo, por exemplo. Estamos acostumados com uma cultura muito ligada à urgência.

Tudo tem que ser rápido, prático.

Em Portugal, eu senti que isso nem sempre funciona. O ritmo aqui é totalmente diferente, o que nos obriga a ter um pouquinho mais de paciência.

  1. A forma de construir relacionamento profissional é diferente.

O brasileiro costuma ser muito comunicativo, informal e rápido na criação de proximidade. Faz parte da nossa cultura, é normal para nós sermos tão receptivos.

Já aqui em Portugal, a construção da confiança acontece de uma forma mais gradual.

Isso não significa que os portugueses não sejam receptivos, só constroem relações do jeito europeu de ser. E entender essa cultura deles facilita e muito as coisas.

3. O “não” pode ser mais direto do que você está acostumado

No Brasil, muitas vezes existe uma tendência de suavizar uma negativa: “vamos ver”, “talvez mais para frente”, “vou analisar”, “deixa eu conversar com alguém”.

Por aqui a comunicação tende a ser bem mais direta, sem muitos rodeios.

Uma resposta negativa pode ser simplesmente uma resposta negativa.

Não necessariamente significa que a pessoa não gostou de você, que a negociação acabou para sempre ou que existe algum problema pessoal.

A objetividade deles não é falta de interesse ou falta de cordialidade.

E gosto de ressaltar esse ponto porque sei que para nós, brasileiros, ser muito direto pode ser realmente um choque e tanto.

Sabemos que empreender não é fácil, em nenhum país, mas no meu caso, empreender e viver em Portugal me ensinou que internacionalizar uma empresa não é simplesmente atravessar uma fronteira, vai muito além disso.

E quanto antes você busca entender a cultura daquele país, como o mercado funciona, as relações, como os negócios são feitos, o choque diminui e a experiência pode se tornar ainda melhor.

Tabatha Walazak – Advogada especializada em Nacionalidade e imigração.

Tabatha Walazak é advogada especializada em mobilidade global e nacionalidade portuguesa. Com forte atuação presencial e estratégica nas Conservatórias e órgãos de imigração (Consulados e AIMA) em Portugal, Tabatha destrava a burocracia europeia para brasileiros. O seu foco é garantir processos de cidadania mais céleres e bem acompanhados e oferecer assessoria jurídica completa, de ponta a ponta, para vistos de residência para detentores de rendimentos próprios, nômades digitais e empresários, (D7, D8 e D2).

Picture of TW Consultoria Jurídica

TW Consultoria Jurídica

Escritório multidisciplinar com sede no Porto, especializado em nacionalidade europeia (portuguesa e italiana), imigração, assessoria imobiliária e empresarial. Oferecemos soluções jurídicas personalizadas, seguras e transparentes para quem deseja viver, investir ou empreender em Portugal.

Leia também:

Visto de Nômade Digital (D8) para brasileiros: Requisitos de renda e passo a passo

Para aprovar o Visto D8 de nômade digital para Portugal, o profissional remoto precisa comprovar uma[...]

Visto D2 para Portugal: Guia completo para empreendedores e empresários brasileiros

O Visto D2 é destinado a empreendedores que desejam abrir ou transferir um negócio para Portugal.[...]

plugins premium WordPress